Impulsionamento nas Campanhas Eleitorais


As eleições estão chegando e a novidade é que, para a felicidade do marketing digital eleitoral, em 2018 será liberado o impulsionamento de conteúdo durante as campanhas eleitorais.


Sabemos o quanto a internet tem sido uma ferramenta muito poderosa nas mãos de todos aqueles que desejam publicar algo, e isso não é diferente no cenário político.


Pensando nas novas tecnologias e nas facilidades que as redes sociais e a internet oferecem, a cada ano, a Justiça Eleitoral vem inovando para permitir que exista um maior leque de possibilidades, além de reduzir os custos investidos em campanhas.


Muitos candidatos já estavam utilizando este meio para expor seus projetos, mostrar um pouco do seu perfil, abordar programas de governo, entre outras coisas. Mas a revolução é que, agora, todo o conteúdo postado durante as campanhas eleitorais poderá ser impulsionado!

E COMO FUNCIONA A CAMPANHA ELEITORAL NA INTERNET?


A Resolução TSE 23.551, a respeito das novas regras de campanhas eleitorais, foi dada em 18 de Dezembro de 2017.


A nova lei prevê que só é possível fazer os impulsionamentos durante o período de campanhas eleitorais, que esse ano se iniciará no próximo dia 16 de Agosto. Porém, é importante não vacilar e atentar-se a esse período, pois não é permitido que se realizem novos impulsionamentos NO DIA DAS ELEIÇÕES, o que é tido como crime eleitoral.


É importante saber também que os conteúdos dos impulsionamentos podem apenas promover os candidatos e as suas campanhas, não podendo denegrir seus adversários.


Lembrando que todo o investimento destinado a impulsionamentos de postagens  deve ser previamente repassado para a Justiça Eleitoral. É ela quem será responsável pela fiscalização das campanhas.


Por este motivo, é importante ter atenção nas publicações feitas, saber quais conteúdos abordar e para qual público segmentar. Caso contrário, as postagens não atingirão as pessoas certas e o dinheiro envolvido na campanha estará sendo jogado no lixo!


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou os tetos de gastos de campanha eleitoral por cargo eletivo. E os valores são os seguintes:


Presidente

R$ 70 milhões e, em caso de segundo turno, o limite será de R$ 35 milhões.


Governador

De e R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões, dependendo do número de eleitores de cada estado. Dados apurados no dia 31 de Maio do ano da eleição.


Senador

De R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões, dependendo do número de eleitores de cada estado. Dados apurados na mesma data.


Deputado estadual ou deputado distrital

Limite de gastos de R$ 1 milhão.


Deputado Federal

Limite de R$ 2,5 milhões.

A OPINIÃO DO ESPECIALISTA

JULIANO KIMURA


Os profissionais de marketing eleitoral ainda precisam amadurecer e aprender mais sobre as ferramentas de publicidade em redes sociais.


As pessoas já enxergam um grande valor nas redes sociais. Elas movimentam pessoas, comunidades, grupos e militâncias para “trabalhar” nas redes sociais. Isso ainda é uma visão superficial do uso desse canal.


Antes da mudança, era possível trabalhar campanhas pagas, contanto que você não mostrasse o número do candidato e nem pedisse votos diretamente.

A mudança permite que agora você crie campanhas pedindo votos diretamente durante o período de campanha eleitoral.


Olhando de perto essa nova lei, os valores para as campanhas são realmente bem agressivos e ainda resta a dúvida sobre essa verba ser 100% destinada para o impulsionamento ou se ele contempla a verba de impulsionamento e a mão de obra na veiculação das campanhas.


Se a gente somar todo o valor permitido temos MILHÕES de reais podendo ser investidos no Facebook, porém esse valor pode ter impacto em todo o inventário de mídia. Principalmente no preço.


O alto investimento em anúncios do Facebook e nas redes sociais não garante sua entrega ou um grande impacto.


Quem trabalha com Social Ads sabe muito bem que, mesmo tendo um investimento de centenas de milhares de reais, isso não garante que a entrega seja na mesma proporção. Muito menos que a entrega seja eficiente.


Uma verba de mídia bem utilizada nas redes sociais pode pagar um CPM mais baixo, pois depende da qualidade do seu conteúdo.


O dia 16 de Agosto de 2018 será um dia marcante para o Social Media Marketing. Desse dia até o dia da eleição, teremos muitas coisas acontecendo. Ainda será necessário uma análise mais profunda sobre o impacto no mercado.

QUAL SERIA O CENÁRIO IDEAL DO MARKETING  POLÍTICO NAS REDES SOCIAIS ?


Para um trabalho realmente relevante nas redes sociais, seria necessário um trabalho a longo prazo. Preparar um plano de comunicação pensando nas futuras eleições. Não há espaço nas redes sociais para uma estratégia de curto prazo, apenas com dois meses de duração, pensando  só no dia do voto.


Uma estratégia bem estruturada para redes sociais deve considerar a bidirecionalidade da informação. Deve construir uma comunidade forte, tendo como base uma comunicação clara e concisa, na qual os eleitores estão realmente envolvidos com a plataforma política e o posicionamento político do partido.


Esse tipo de trabalho seria muito mais fácil e eficiente a longo prazo.


O Marketing político nas redes sociais, para ser bem estruturado, precisa considerar: o conteúdo gerado por usuários e uma gestão de comunidade efetiva, com manutenção da base e aquisição de novos usuários. Tudo construído com muita atenção ao público. Além disso, usar conteúdos que tenham sinergia e empatia com seus eleitores.


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