Tem palestra que começa antes mesmo de subir no palco. No Privalia Day, ela começou na decoração: peças de xadrez espalhadas pelo espaço do TRIO SP, lembrando a todos que o tema do dia era estratégia. E poucas coisas pedem tanta estratégia hoje quanto a forma como lideramos na era da inteligência artificial.
Foi com esse espírito que apresentei a palestra “Repensando a Liderança na Era da IA: uma nova abordagem para alta performance” para as lideranças da Privalia.









Do tabuleiro ao título: como a palestra nasceu
Antes de chegar ao título final, testei outros caminhos. Um deles foi “Liderança na Era da Inteligência Artificial: Estratégia, Cultura e Execução em Alta Performance”. Outro, inspirado diretamente no tabuleiro que decorava o evento, era “Xeque-Mate: Visão Estratégica pra não perder o jogo da Inteligência Artificial”.
Os dois carregavam ideias que ficaram na versão final: a IA não é só uma ferramenta, é uma mudança de jogo. E quem lidera precisa enxergar alguns lances à frente. Mas a palavra que resumia melhor o que eu queria provocar era repensar. Não se trata de acrescentar IA ao modelo de liderança que já existe, e sim de rever o próprio modelo.
Uma visão clara sobre o médio e o longo prazo da IA
Muita conversa sobre inteligência artificial fica presa no curto prazo: qual ferramenta usar nesta semana, qual prompt funciona melhor, qual tarefa dá para automatizar amanhã. Isso importa, mas não é o que define quem vai estar bem posicionado daqui a alguns anos.
Minha proposta no Privalia Day foi levar as lideranças para um horizonte mais amplo e mostrar, com a maior clareza possível, para onde a IA está caminhando no médio e no longo prazo e o que isso significa para a gestão de pessoas, de processos e de resultados.
Humanos e máquinas: o trabalho precisa ser redesenhado
O ponto central da palestra foi este: as lideranças vão ter que repensar o trabalho com humanos e máquinas. Isso passa por algumas perguntas que todo gestor deveria começar a fazer agora:
Quais decisões continuam sendo, essencialmente, humanas?
Quais tarefas a IA já executa melhor, mais rápido e mais barato?
Como organizar times em que pessoas e agentes de IA trabalham lado a lado?
Como medir alta performance quando parte da entrega é feita por máquinas?
Que cultura sustenta esse novo modelo sem perder o fator humano?
Liderar na era da IA não é mais só gerir pessoas. É orquestrar um sistema em que talento humano e capacidade tecnológica se multiplicam, em vez de competir. Quem entender isso primeiro joga com vantagem.
Estratégia, cultura e execução
Se tem uma lição que o xadrez ensina e que serve para a IA, é que a estratégia sem execução não vence partida nenhuma. Nas empresas, essa execução depende de cultura: de líderes que dão o exemplo no uso da tecnologia, que criam espaço para experimentar e que sabem traduzir a visão de longo prazo em ações concretas no dia a dia do time.
Alta performance, nesse novo cenário, não vem de trabalhar mais. Vem de redesenhar o trabalho.
[FOTO: plateia / lideranças da Privalia]
Gente que faz o evento acontecer
Um evento como o Privalia Day não acontece por acaso. Meu reconhecimento à liderança de Fernando Boscolo, que conduziu um dia de alto nível, com uma organização impecável e um time realmente engajado em pensar o futuro.
Também tive o prazer de conhecer o incrível Gustavo Hansel, com quem tive um bate-papo excelente sobre os rumos da tecnologia e da gestão. Conversas assim são, muitas vezes, o melhor presente de um evento.
E um agradecimento especial à Quieli pela oportunidade e pelo convite. Obrigado pela confiança!
[FOTO: com Fernando Boscolo, Gustavo Hansel e Quieli]
O próximo lance é seu
A inteligência artificial já mudou as regras do jogo. A pergunta que deixei para as lideranças da Privalia vale para qualquer empresa: você está jogando com as peças de ontem ou já começou a repensar o tabuleiro?
Se você quer levar essa conversa sobre liderança, estratégia e inteligência artificial para o seu evento ou para a sua empresa, me chama. Vai ser um prazer continuar esse papo.
Juliano Kimura é palestrante e Head de Ecossistema da AI Brasil, o maior movimento de IA do Brasil, e foi eleito o Melhor Profissional de IA do Brasil pela Abiacom



