Discussão sobre este post

Avatar de User
Avatar de Magno Rocha

A tese tem seus encantos, mas também algumas arestas que merecem um olhar mais atento. Primeiro, a ideia de que nosso cérebro é “quântico” soa fascinante, quase poética, mas é uma hipótese ainda muito debatida e longe de ser consenso científico — não dá para afirmar com certeza que pensamos em nível quântico. Além disso, embora hoje as máquinas pareçam limitadas perto da complexidade humana, a inteligência artificial e a computação quântica avançam rápido, e talvez não demorem tanto para alcançar ou até superar algumas capacidades humanas. Também é importante lembrar que comparar cérebro e máquina é como comparar maçãs e laranjas: são sistemas tão diferentes que a comparação direta pode ser injusta ou simplista. Por fim, focar só na visão humana para provar nossa superioridade ignora que, em muitas tarefas específicas, a IA já é imbatível. Se quiser se aprofundar, recomendo esses links: sobre a controvérsia do cérebro quântico (https://onlinelibrary.wiley.com/doi/pdf/10.1207/s15516709cog0000_59), os avanços em IA e computação quântica (https://www.nature.com/articles/s41586-019-1666-5), e uma reflexão sobre as diferenças entre cérebro e máquina (https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0896627319304346).

Nenhuma publicação

Pronto para mais?